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Onde está o espaço? Parte 3: Paralela vs Diagonal

Updated: Aug 11, 2019

Onde está o espaço? Parte 3: Desenvolvendo conexões

Autor Marcelo Antonelli

Revisado por Vinícius Nagy Soares




Para a compreensão deste texto, é fundamental a leitura dos artigos anteriores nos quais abordamos os conceitos da Paralela e da Diagonal. Além disso, não deixe de assistir aos vídeos correspondentes às Partes 1 e 2 da série “Onde está o Espaço?”.


Introdução

Se você chegou até aqui, provavelmente acompanhou nossos conteúdos anteriores, nos quais demonstramos que a paralela e a diagonal fornecem opções de infiltração muitas vezes inesperadas pelos adversários. Estes são os movimentos mais conhecidos no futsal, cujas aplicações no futebol de campo podem representar importantes estratégias para a superação do sistema defensivo adversário.

Quando consideramos os dois movimentos simultaneamente, adquirimos mais opções ofensivas do que simplesmente a soma das possibilidades. Isso acontece porque a união da “paralela” com a “diagonal” oferece maneiras diferentes de ler e criar espaços, permitindo aos jogadores estabelecerem conexões em diferentes direções.


Paralela x Diagonal

Como discutido em nossos artigos anteriores, em razão dos espaços reduzidos, o futsal estimula os jogadores a procurarem alternativas, transcendendo o conceito de jogo baseado nas bolas atrás dos defensores, que são recorrentes no futebol de campo. Nesse sentido, movimentos laterais e “contramovimentos” (i.e., movimentos no contrapé dos adversários) são importantes para o desequilíbrio da defesa adversária.

Vimos também que a paralela consiste no passe por fora do defensor que está pressionado o atleta com a bola. Já a diagonal representa um passe com penetração à frente do defensor que está tentando interceptar a trajetória do passe. Abaixo algumas possíveis conexões em um cenário 2x2.

Figura 1. Opções de passe conforme as posições dos defensores de acordo com a metodologia “SOCCER POWERED BY FUTSAL”.


1) Paralela por fora do defensor que está pressionando a bola.

2) Combinação 1-2 ou passe diretamente atrás dos defensores.

3) Passe diagonal com penetração, realizado na frente do defensor.

4) Passe no pé do companheiro de equipe (sem penetração).

O jogador com a bola deve ser intencional no passe, decidindo quais opções estão disponíveis em determinado contexto. Pode parecer simples, mas, durante os jogos, frequentemente observamos avaliações precipitadas, frustrando a conexão e, consequentemente, o sistema ofensivo. Para o jogador que recebe o passe, é igualmente importante perceber onde está o espaço e mover-se rapidamente, o que pode significar uma mudança de direção da corrida. Vejamos alguns exemplos que combinam a paralela e a diagonal.


Figura 2. O jogador 2 se desloca para a direita, buscando uma diagonal, mas faz uma rápida mudança de direção para receber a bola na paralela.



Figura 3. O jogador 2 inicia a corrida para a esquerda (possivelmente para uma bola paralela) e muda de direção para receber um passe diagonal.



Figura 4. O jogador 1 percebe que o jogador A se move para bloquear o passe para o jogador 2, e então decide fazer um movimento contrário, desmarcando-se e avançando com a bola.






Figura 5. Em relação à movimentação dos jogadores, este diagrama é o oposto da Figura 4.

Colocando as situações anteriores no campo de futebol, temos: